sexta-feira, 8 de abril de 2011

O ator


Quando ele grita, o mundo gira, o mundo cala, o mundo se escuta...
O ator brilha, o ator ama, o ator mata, o ator é uma crônica humana...
Ele atua de ser. De não ser.
O que todo mundo quer, o que todo mundo diz...
Ele se prepara, nem repara na platéia que está tensa pela entrada dele. Ele entra e o mundo para, e os pagantes esquecem da bilheteria...
Ele leva a todos a uma ilha, em sua armadilha, de gozar a vida alheia.
Em sua fábrica de emoções ele se confunde, ele não tem amsi controle de si. E todos não controlam mais ele.
Ele tudo pode, ele é um artista!
Uma arte viva, um quadro humano, um retrato distorcido.
Um melancólico a escrever poemas, parqa tentar ser mais feliz...
Silencio. O ator termina...
Em sua fome, em sua eterna falta de não saber mais o que falar, os pagantes vão embora, e sobe o pano da vida.
A vida acaba e o teatro começa, quando o pano cai sobre o ator.
Ele tira sua maquiagem, e no reflexo vê a mascara do teatro rotineiro... o ator chora, por seu personagem mais usado.
É uma peça contempôranea, sem direção, sem rumo..
Os atores estão cansados, o público já desistiu de ver o espetáculo do acaso, e, por acaso, naquele momento um pano ergue, e o ator brlha no espetáculo da vida.

E o teatro, agora, fica na lembrança de sua pláteia... Aplausos.

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